A Organização “Transparency International”, transparency.org, publicou relatório com a relação de vários países refletindo como indivíduos e empresas operando nesses países percebem a corrupção. Nessa lista, o Brasil fica na posição 62, com índice médio de percepção de 3,7 (numa escala de 0 a 10, onde zero reflete maior corrupção e 10 a menor).
Veja a tabela na íntegra no artigo “Corruption Perceptions Index 2005“.
Essa mesma organização desenvolve um sistema para tentar combater a corrupção através de um Sistema Nacional de Integridade. O principais ‘pilares’ desse sistema são as seguintes instituições (perdoem os nomes em inglês):
· Executive
· Legislature
· Political Parties
· Electoral Commissions
· Supreme Audit Institution
· Judiciary
· Public Sector
· Police and Prosecutors
· Public Procurement
· Ombudsman
· Anti-corruption agencies
· Media
· Civil Society
· Private Sector
· Regional and Local Government
· International Institutions
Mas fica aí uma pergunta: se no combate à corrupção a primeira instituição que aparece nessa lista é o poder Executivo (trocando em miúdos, o Presidente da República) o que pode-se esperar do esforço de “limpeza” do país quando o Presidente diz, em cadeia nacional de televisão sobre um recém escândalo de corrupção revelado pela imprensa, que “Se estivesse ao meu alcance, já teria identificado e punido exemplarmente os responsáveis por esta situação“?
Se não está ao alcance do Presidente da República, de quem estará?