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19/10/2006

Quanto mais dinheiro na mão, mais chance para a corrupção

Filed under: Corrupção — Renato @ 22:17

No artigo anterior sobre alternativas sustentáveis para tirar o brasileiro da pobreza, alguns dos argumentos foram baseados em idéias do livro de Tim Harford, ”The Undercover Economist: Exposing Why the Rich Are Rich, the Poor Are Poor–and Why You Can Never Buy a Decent Used Car!” .

Como por exemplo o fato de que mercados livres são mais eficientes do que governos. O livro acima apresenta vários outros exemplos e vai a fundo nas explicações (em linguagem ao alcance do público em geral).

É possível pensar no problema por várias perspectivas, mas aqui vamos nos concentrar apenas na oportunidade perdida, no desperdício e ineficiência.

Em estudo sobre o desvio de dinheiro público feito em 2006, utilizando páginas na internet, jornais, revistas e sites do governo, dentre outras fontes, o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário chegou à conclusão de que cerca de 32% do total da arrecadação (em 2005) foram desviados dos cofres públicos. Veja resultados do estudo no link: “Desvio do Dinheiro Público“.

32%.

Mesmo que esse estudo esteja superestimando o desvio e que o número real fosse apenas metade disso, ainda assim daria para deixar mais dinheiro no bolso do empregado. Ou daria para baixar o custo para o empregador, possivelmente resultando em mais contratações = menos gente desempregada.

É claro que é necessário pensar no problema também pela perspectiva da família que passa fome e em como resolver o seu problema de imediato. Mas isso vamos deixar para um artigo futuro. Ou será que nem seria necessário?

30/09/2006

E o Lula ainda diz que não sabia de nada.

Filed under: Corrupção — Renato @ 23:01
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06/09/2006

A verdade está na cara, mas não se impõe – Arnaldo Jabor

Filed under: Corrupção — Renato @ 1:32

Artigo publicado em 25/4/2006 no jornal O Estado de São Paulo, por Arnaldo Jabor, sob o título: “A verdade está na cara, mas não se impõe.” e republicado no jornal O Povo, de Fortaleza.

A verdade está na cara, mas não se impõe

Arnaldo Jabor, O Estado de São Paulo, 25/04/2006

O que foi que nos aconteceu? No Brasil, estamos diante de acontecimentos inexplicáveis, ou melhor, “explicáveis” demais. Toda a verdade já foi descoberta, todos os crimes provados, todas as mentiras percebidas. Tudo já aconteceu e nada acontece. Os culpados estão catalogados, fichados e nada rola. A verdade está na cara, mas a verdade não se impõe. Isto é uma situação inédita na história brasileira.

Claro que a mentira sempre foi a base do sistema político, infiltrada no labirinto das oligarquias. Claro que não esquecemos a supressão, a proibição da verdade durante a ditadura, mas nunca a verdade foi tão límpida à nossa frente e, no entanto, tão inútil, impotente, desfigurada, broxa.

Os fatos reais: com a eleição de Lula, uma quadrilha se enfiou no governo e desviou bilhões de dinheiro público para tomar o Estado e ficar no poder 20 anos. Os culpados são todos conhecidos, tudo está decifrado, os cheques assinados, as contas no estrangeiro, os teipes, as provas irrefutáveis, mas o governo psicopata de Lula nega e ignora tudo. Questionado ou flagrado, o psicopata não se responsabiliza por suas ações. Sempre se acha inocente ou vítima do mundo, do qual tem de se vingar. O outro não existe para ele e não sente nem remorso nem vergonha do que faz. Mente compulsivamente, acreditando na própria mentira, para conseguir poder. Este governo é psicopata.

Seus membros riem da verdade, viram-lhe as costas, passam-lhe a mão na bunda. A verdade se encolhe, humilhada, num canto. E o pior é que o Lula, amparado em sua imagem de “povo”, consegue transformar a Razão em vilã, as provas contra ele em acusações “falsas”, sua condição de cúmplice e comandante, em “vítima”. E a população ignorante engole tudo.

Como é possível isso? Simples – o Judiciário paralítico entoca todos os crimes na fortaleza da lentidão e da impunidade. Só daqui a dois anos serão julgados os indiciados – nos comunica o STF. Os delitos são esquecidos, empacotados, prescrevem. A lei protege os crimes e regulamenta a própria desmoralização. Jornalistas e formadores de opinião sentem-se inúteis, pois a indignação ficou supérflua. O que dizemos não se escreve, o que escrevemos não se finca, tudo quebra diante do poder da mentira desse governo. Sei que este é um artigo óbvio, repetitivo, inútil, mas tem de ser escrito…

Está havendo uma desmoralização do pensamento. Deprimo-me: “Denunciar para quê? Indignar-se com quê? Fazer o quê?”. A existência dessa estirpe de mentirosos está dissolvendo a nossa língua. Este neocinismo está a desmoralizar as palavras, os raciocínios. A língua portuguesa, os textos nos jornais, nos blogs, na TV, rádio, tudo fica ridículo diante da ditadura do lulo-petismo. A cada cassado perdoado, a cada negação do óbvio, a cada testemunha muda, aumenta a sensação de que as idéias não correspondem mais aos fatos! Pior: que os fatos não são nada – só valem as versões, as manipulações.

No último ano, tivemos um único momento de verdade, louca, operística, grotesca mas maravilhosa, quando o Roberto Jefferson abriu a cortina do País e deixou-nos ver os intestinos de nossa política.

Depois surgiram dois grandes documentos históricos: o relatório da CPI dos Correios e o parecer do procurador geral da República. São verdades cristalinas, com sol a pino. E, no entanto, chegam a ter um sabor quase de gafe. Lulo-petistas clamam: “Como é que a Procuradoria Geral, nomeada pelo Lula, tem o desplante de ser tão clara! Como que o Osmar Serraglio pode ser tão explícito e como o Delcídio Amaral não mentiu em nome do PT? Como ousaram ser honestos?”.

Sempre que a verdade eclode, reage. Quando um juiz condena rápido, é chamado de “exibicionista”. Quando apareceu aquela grana toda no Maranhão (lembram, filhinhos?), a família Sarney reagiu ofendida com a falta de finesse do governo de FHC, que não teve a delicadeza de avisar que a Polícia estava chegando…

Mas, agora é diferente. As palavras estão sendo esvaziadas de sentido. Assim como o stalinismo apagava fotos, reescrevia textos para coonestar seus crimes, o governo do Lula está criando uma língua nova, uma “novilíngua” empobrecedora da ciência política, uma língua esquemática, dualista, maniqueísta, nos preparando para o futuro político simplista que está se consolidando no horizonte.

Toda a complexidade rica do País será transformada em uma massa de palavras de ordem, de preconceitos ideológicos movidos a dualismos e oposições, como tendem a fazer o populismo e o simplismo. Lula será eleito por uma oposição mecânica entre ricos e pobres, dividindo o País em “a favor” do povo e “contra”, recauchutando significados que não dão mais conta da circularidade do mundo atual. Teremos o “sim” e o “não”, teremos a depressão da razão de um lado e a psicopatia política de outro, teremos a volta da oposição mundo x Brasil, nacional x internacional. A esquematização dos conceitos, o empobrecimento da linguagem visa à formação de um novo “ethos” político no País, que favoreça o voluntarismo e legitime o governo de um Lula 2 e um Garotinho depois.

Assim como vivemos (por sorte…) há três anos sem governo algum, apenas vogando ao vento da bonança financeira mundial, só espero que a consolidação da economia brasileira resista ao cerco político-ideológico de dogmas boçais e impeça a desconstrução antidemocrática. As coisas são mais democráticas que os homens.

Alguns otimistas dizem: “Não… este maremoto de mentiras nos dará uma fome de verdades!” Não creio. Vamos ficar viciados na mentira corrente, vamos falar por antônimos. Ficaremos mais cínicos, mais egoístas, mais burros.

O Lula reeleito será a prova de que os delitos compensaram. A mentira será verdade e a “novilíngua” estará consagrada.

16/08/2006

Presidentes, Primeiro-Ministros, Reis e a Lei de Gérson Brasileira

Filed under: Corrupção,CresceBrasil — Tags: — Renato @ 2:17

Contribuição recebida por e-mail para o arquivo “Piadas, Política e Políticos” e que está presente em vários blogs, mas no CresceBrasil.com você encontra as referências às notícias que estão por trás desses fatos.

Diamantina, interior de Minas, 1914: O jovem Juscelino Kubitschek, de 12 anos, ganha seu primeiro par de sapatos.
Passou fome. Jurou estudar e ser alguém. Com inúmeras dificuldades, concluiu Medicina e se especializou em Paris.
Como presidente, modernizou o Brasil. Legou um rol impressionante de obras e amantes; humilde e obstinado, é (e era) querido por todos.

Brasília, 2003: Lula assume a presidência. Arrogante, se vangloria de não ter estudado.
Acha bobagem falar inglês. “Tenho diploma da vida”, afirma. E para ele basta.
Meses depois, diz que ler é um hábito chato. Quando era sindicalista, percebeu que poderia ganhar sem estudar e sem trabalhar – sua meta até hoje, ao que parece.

Londres, 1940: Os bombardeios são diários, e uma invasão aeronaval nazista é iminente.
O primeiro-ministro W. Churchill pede ao rei George VI que vá para o Canadá.
Tranqüilo, o rei avisa que não vai. Churchill insiste: então que, ao menos, vá a rainha com as filhas.
Elas não aceitam e a filha mais velha entra no exército britânico; como tenente-enfermeira, sua função é recolher feridos em meio aos bombardeios. Hoje ela é a rainha Elizabeth II.

Brasília, 2005: A primeira-dama Marisa requer cidadania italiana – e consegue.
Explica, candidamente, que quer “um futuro melhor para seus filhos“.

Washington, 1974: A imprensa americana descobre que o presidente Richard Nixon está envolvido até o pescoço no caso Watergate.
Ele nega, mas jornais e Congresso o encostam contra a parede, e ele acaba confessando.
Renuncia nesse mesmo ano, pedindo desculpas ao povo.

Brasília, 2005: Flagrado no maior escândalo de corrupção da história do País, e tentando disfarçar o desvio de dinheiro público em caixa 2, Lula é instado a se explicar. Ante as muitas provas, Lula repete o “eu não sabia de nada!”, e ainda acusa a imprensa de persegui-lo. Disse que foi “traído“, mas não conta por quem.

Londres, 2001: O filho mais velho do primeiro-ministro Tony Blair é detido, embriagado, pela polícia.
Sem saber quem ele é, avisam que vão ligar para seu pai buscá-lo.
Com medo de envolver o pai num escândalo, o adolescente dá um nome falso.
A polícia descobre e chama Blair, que vai sozinho à delegacia buscar o filho, numa madrugada chuvosa.
Pediu desculpas ao povo pelos erros do filho.

Brasília, 2005: O filho mais velho de Lula é descoberto recebendo R$5 milhões de uma empresa financiada com dinheiro público. Alega que recebeu a fortuna vendendo sua empresa, de fundo de quintal, que não valia nem um décimo disso.
O pai, raivoso, o defende e diz que não admite que envolvam seu filhinho nessa “sujeira”. Qual sujeira?

Nova Délhi, 2003: O primeiro-ministro indiano pretende comprar um avião novo para suas viagens.
Adquire um excelente, brasileiríssimo EMB 195, da Embraer, por US$ 10 milhões.

Brasília, 2003: Lula quer um avião novo para a presidência.
Fabricado no Brasil não serve. Quer um dos caros, de um consórcio anglo-alemão.
Gasta US$ 57 milhões e manda decorar a aeronave de luxo nos EUA.

 

E nós, o que fizemos e o que faremos? Vamos tentar repor o Brasil de volta ao rumo da dignidade e mandar um claro aviso para todos os políticos adeptos da Lei de Gérson.
Para ler mais sobre a primeira-dama Marisa Letícia Lula da Silva, veja artigo “Cidadania de mulher de Lula vira polêmica na Itália” publicado na FolhaOnline por Assimina Vlahou da BBC Brasil, em Roma.

No artigo “La moglie di Lula vota, la tata dei miei figli no” publicado no Corriere della Sera (30/11/2005), há o seguinte trecho:

La signora Marisa, italiana a tutti gli effetti da qualche anno, non immaginava che la richiesta di passaporto avrebbe allargato i suoi diritti fino al voto. “Sì, in famiglia abbiamo chiesto il riconoscimento della cittadinanza” aveva rivelato al Corriere in una intervista nel settembre 2001, alla vigilia dell’elezione del marito. “A me non importa granché, ma i miei figli hanno insistito. No, nessuno di noi vuole andare via dal Brasile, è solo una opportunità per i ragazzi“, ci tenne a precisare.

O Negocião do Lulinha

Filed under: Corrupção — Renato @ 1:35

Artigo da revista Veja, “O negocião do Lulinha” publicado em 12/7/2005 citando Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luís Inácio Lula da Silva:

O ânimo empreendedor do biólogo Fábio, do químico Kalil Bittar e do empresário Fernando Bittar (nenhum dos três estudou publicidade) não parou por aí. Em outubro do ano passado, o grupo criou uma outra empresa a partir da BR4, a Gamecorp Sociedade Anônima.“…”Ao capital de 2,7 milhões de reais (o montante injetado pela Telemar, acrescido de 1 000 reais), o grupo colocou outros 2,5 milhões de reais, obtidos por meio de uma operação de emissão de debêntures.

Em todo o processo, a Gamecorp contou com a assessoria do escritório de auditoria Trevisan Service – dirigido pelo consultor Antoninho Marmo Trevisan, amigão do presidente Lula.
Ao contrário do que se poderia esperar no caso de uma empresa recentemente constituída e desconhecida no mercado, a receptividade aos papéis da Gamecorp foi mais do que boa: foi sensacional. Segundo afirmam os sócios da companhia, pelo menos dois gigantes da telefonia disputaram as debêntures. No dia 6 de janeiro, elas foram adquiridas pela Telemar.

Apenas 25 dias depois da aquisição das debêntures, a Telemar converteu os papéis em ações. Ou seja, tornou-se, dessa maneira, sócia da empresa do filho de Lula. Isso não é uma prática usual no mercado.”

“O processo indica que a Telemar, desde o início, não tinha a intenção de “emprestar” dinheiro à Gamecorp, e sim tornar-se sua sócia. Ocorre que a empresa poderia ter obtido o mesmo resultado por meio de um caminho muitíssimo mais simples: comprando diretamente ações da Gamecorp. E por que não fez isso? Para responder a essa pergunta, VEJA ouviu três profissionais habituados a lidar com operações societárias de alta complexidade. Os três afirmaram a mesma coisa: o único motivo que explicaria a adoção de um processo tão intrincado seria a intenção de manter em sigilo o nome da Telemar na sociedade com a Gamecorp.

26/07/2006

Eu me sinto traído. Traído por práticas inaceitáveis das quais nunca tive conhecimento.

Filed under: Corrupção — Renato @ 1:29

Eu me sinto traído. Traído por práticas inaceitáveis das quais nunca tive conhecimento. Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 12/08/2005.

Este artigo foi inspirado no trabalho do professor do programa de Mestrado em Ciência Política do IFCS/UFRJ, Aluizio Alves Filho, para ”refletir sobre o significado da ‘traição’ no imaginário social e político brasileiro.”

Leia o trecho do discurso presidencial abaixo e ,depois, prossiga para a leitura do artigo do professor Aluizio Alves Filho: “A ‘Dialética da Traição’, no Imaginário Social e Político Brasileiro

Segue trecho do discurso presidencial conforme publicado pelo UOL em 12/08/2005 sob o título “Leia a íntegra do pronunciamento de Lula“:

Estou consciente da gravidade da crise política. Ela compromete todo o sistema partidário brasileiro. Em 1980, no início da redemocratização decidi criar um partido novo que viesse para mudar as práticas políticas, moralizá-las e tornar cada vez mais limpa a disputa eleitoral no nosso país.Ajudei a criar esse partido e, vocês sabem, perdi três eleições presidenciais e ganhei a quarta, mantendo-me sempre fiel a esses ideais, tão fiel quanto sou hoje. Quero dizer a vocês, com toda a franqueza, eu me sinto traído. Traído por práticas inaceitáveis das quais nunca tive conhecimento. Estou indignado pelas revelações que aparecem a cada dia, e que chocam o país. O PT foi criado justamente para fortalecer a ética na política e lutar ao lado do povo pobre e das camadas médias do nosso país. Eu não mudei e, tenho certeza, a mesma indignação que sinto é compartilhada pela grande maioria de todos aqueles que nos acompanharam nessa trajetória.
Mas não é só. Esta é a indignação que qualquer cidadão honesto deve estar sentindo hoje diante da grave crise política. Se estivesse ao meu alcance, já teria identificado e punido exemplarmente os responsáveis por esta situação. Por ser o primeiro mandatário da nação, tenho o dever de zelar pelo estado de direito. O Brasil tem instituições democráticas sólidas. O Congresso está cumprindo com a sua parte, o Judiciário está cumprindo com a parte dele. Meu governo, com as ações da Polícia Federal, estão investigando a fundo todas as denúncias. Determinei, desde o início, que ninguém fosse poupado, pertença ao meu Partido ou não, seja aliado ou da oposição. Grande parte do que foi descoberto até agora veio das investigações da Policia Federal.
E vamos continuar assim até o fim, até que todos os culpados sejam responsabilizados e entregues à Justiça. Mesmo sem prejulgá-los, afastei imediatamente os que foram mencionados em possível desvio de conduta para facilitar todas as investigações. Mas isso só não basta. O Brasil precisa corrigir as distorções do seu sistema partidário eleitoral, fazendo urgentemente a tão sonhada reforma política. É necessário punir corruptos e corruptores, mas também tomar medidas drásticas para evitar que essa situação continue a se repetir no futuro.Quero dizer aos Ministros que é obrigação do governo, da oposição, dos empresários, dos trabalhadores e de toda a sociedade brasileira não permitir que esta crise política possa trazer problema para a economia brasileira, para o crescimento deste país, para a geração de empregos e para a continuidade dos programas sociais. Temos que arregaçar as mangas e redobrar esforços. Peço que aumentem, ainda mais, a sua dedicação. Se atualmente vocês, Ministros e Ministras, trabalham até 11 h da noite, trabalhem um pouco mais, até meia noite, uma hora da manhã, porque nós sabemos que muito já fizemos, mas muito mais temos que fazer porque o Brasil precisa de nós.Queria, neste final, dizer ao povo brasileiro que eu não tenho nenhuma vergonha de dizer ao povo brasileiro que nós temos que pedir desculpas. O PT tem que pedir desculpas. O governo, onde errou, tem que pedir desculpas, porque o povo brasileiro, que tem esperança, que acredita no Brasil e que sonha com um Brasil com economia forte, com crescimento econômico e distribuição de renda, não pode, em momento algum, estar satisfeito com a situação que o nosso país está vivendo.
Quero dizer a vocês: não percam a esperança. Eu sei que vocês estão indignados e eu, certamente, estou tão ou mais indignado do que qualquer brasileiro. E nós iremos conseguir fazer com que o Brasil consiga continuar andando para frente, marchando para o desenvolvimento, para o crescimento da riqueza e para a distribuição de renda. E eu tenho certeza que posso contar com o povo brasileiro.”
 

 

 

Relatório do Índice de Corrupção Percebida do ano 2005

Filed under: Corrupção — Renato @ 1:06

A Organização “Transparency International”, transparency.org, publicou relatório com a relação de vários países refletindo como indivíduos e empresas operando nesses países percebem a corrupção. Nessa lista, o Brasil fica na posição 62, com índice médio de percepção de 3,7 (numa escala de 0 a 10, onde zero reflete maior corrupção e 10 a menor).

Veja a tabela na íntegra no artigo “Corruption Perceptions Index 2005“.

Essa mesma organização desenvolve um sistema para tentar combater a corrupção através de um Sistema Nacional de Integridade. O principais ‘pilares’ desse sistema são as seguintes instituições (perdoem os nomes em inglês):

· Executive
· Legislature
· Political Parties
· Electoral Commissions
· Supreme Audit Institution
· Judiciary
· Public Sector
· Police and Prosecutors
· Public Procurement
· Ombudsman
· Anti-corruption agencies
· Media
· Civil Society
· Private Sector
· Regional and Local Government
· International Institutions

Mas fica aí uma pergunta: se no combate à corrupção a primeira instituição que aparece nessa lista é o poder Executivo (trocando em miúdos, o Presidente da República) o que pode-se esperar do esforço de “limpeza” do país quando o Presidente diz, em cadeia nacional de televisão sobre um recém escândalo de corrupção revelado pela imprensa, que “Se estivesse ao meu alcance, já teria identificado e punido exemplarmente os responsáveis por esta situação“?

Se não está ao alcance do Presidente da República, de quem estará?

25/07/2006

Máfia das Sanguessugas

A operação sanguessuga, ou máfia das sanguessugas:

Um inquérito do Ministério Público Federal apresentou as investigações da Polícia Federal que identificou casos de superfaturamento de mais de 100% de ambulâncias.

Para entender melhor, veja o artigo “Entenda o esquema de compra irregular de ambulâncias” publicado pela Folha Online em 23/05/2006.

Pedro Henry (PP-MT)

Ex-líder da legenda, o deputado é um dos investigados pela Polícia Federal e possível objeto da CPI das sanguessugas.

 

Segundo artigo de Andreza Matais publicado em 25/07/2006 pela Folha Online, a CPI divulgou o nome de outros parlamentares sendo investigados:

Deputados
Adelor Vieira (PMDB-SC)
Agnaldo Muniz (PP-RO)
Almerinda de Carvalho (PMDB-RJ)
Benjamin Maranhão (PMDB-PB)
Carlos Dunga (PTB-PB)
Carlos Nader (PL-RJ)
Celcita Pinheiro (PFL-MT)
César Bandeira (PFL-MA)
Cleuber Carneiro (PTB-MG)
Coronel Alves (PL-AP)
Érico Ribeiro (PP-RS)
Feu Rosa (PP-ES)
Gilberto Nascimento (PMDB-SP)
Helenildo Ribeiro (PSDB-AL)
Heleno Silva (PL-SE)
Ildeu Araújo (PP-SP)
João Grandão (PT-MS)
João Magalhães (PMDB-MG)
Jonival Lucas Júnior (PTB-BA)
Jorge Pinheiro (PL-DF)
Josias Quintal (PSB-RJ)
Josué Bengston (PTB-PA)
Marcondes Gadelha (PSB-PB)
Marcos de Jesus (PFL-PE)
Nilton Baiano (PP-ES)
Paulo Gouveia (PL-RS)
Paulo Magalhães (PFL-BA)
Ricardo Rique (PL-PB)
Robério Nunes (PFL-BA)
Saraiva Felipe (PMDB-MG) (ex-ministro do governo Lula)
Wellington Roberto (PL-PB)
Senadores
Magno Malta (PL-ES)
Serys Slhessarenko (PT-MT) - renunciou 17/8/2006 à vaga de suplente no Conselho de Ética do Senado

 

Humberto Costa (PT)

Ex-ministro do governo Lula, também indiciado em 2006.

 

Deputado Coriolano Sales (PFL-BA)

Renunciou em 15/8/2006 para evitar cassação.

Senador Ney Suassuna (PMDB-PB)

Titular do Conselho de Ética do Senado, renunciou ao cargo do Conselho em 14/8/2006.

Última atualização: 17/08/2006 

 

03/03/2006

Ex-Membro do Congresso é Sentenciado a Oito Anos em Prisão

Filed under: Corrupção — Renato @ 23:16

2,4 millhões de dólares em propinas. Um Yatch milionário. Um Rolls Royce. Várias antiguidades.

Origem: diversas empresas do setor privado responsáveis por contratos das forças armadas.

Destino: membro do Congresso, político legendário com oito mandatos na bagagem, fama de herói de guerra e líder civil.

Resultado: renúncia ao cargo público em novembro 2005, sentença a 10 anos de prisão e declaração pública “eu tomei um caminho muito errado”.

Um político famoso e corrupto é sentenciado a prisão e nem se cogitou em acabar tudo em pizza.

Mesmo parecendo ficção essa é uma história real que foi publicada na primeira página de vários jornais.

Leia na íntegra da história publicada no jornal “The New York Times” em “Former Congressman Sentenced to 8 Year in Prison” sobre a história de Randy “Duke” Cunningham.

Melhor que isso só se fosse no Brasil. E tivesse aparecido em manchetes de jornais brasileiros.

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