/// CresceBrasil.com » CresceBrasil

18/02/2010

Café São Bento

Mosteiro São BentoEm um passeio que talvez seja atípico para boa parte dos paulistanos que vivem e trabalham em São Paulo, depois de muitos anos longe do centro da cidade, resolvi passear de metrô e ir até o Largo do São Bento para ver a mostra de arte contemporânea do Colégio São Bento (até 21/2/2010).

Os detalhes da visita do Colégio ficam para outro artigo, agora, só o relato de uma agradável surpresa, senão para o espírito, pelo menos para o paladar. Na saída do Colégio, em agradável compania de um ex-aluno da década de 50, meu pai, passei no Café São Bento para experimentar alguns dos bolos preparados pela padaria do mosteiro. Segundo o site do mosteiro, desde 1999 esse café  passou a oferecer ao público bolos, pães, geléias, biscoitos, cujas receitas são seculares, e estavam guardadas no arquivo da abadia.

Só me arrependo não ter trazido mais bolos Dom Bernardo de volta pra casa, na Flórida.

25/12/2009

Eu sei tudo

E. Figueiredo

Não sei se com outras pessoas acontece mas, ao aproximar-se o Natal, eu me transporto para os Natais que tive na infância, e, ao mesmo tempo, vem à lembrança aqueles que já se foram, em especial os meus pais.

O Natal daquele tempo, pelo menos para nossa família, não havia a tradição de árvore de natal. O costume era minha Mãe nos levar a ver presépios nas Igrejas oportunidade em ela repetia a história do Menino Jesus. Meu Pai fazia o possível para não deixar faltar aquilo que os filhos pediram ao Papai Noel, juntando com algumas castanhas ao lado dos sapatos que haviam sido colocados atrás da porta.

A figura de meu Pai era impar. Ele gostava de fazer previsões, quando estava nos aconselhando para algo. Ávido leitor de jornal (Lia até os anúncios !), traduzia em linguagem coloquial o que absorvia nas leituras, comumente fazendo alerta sobre o futuro. Como a gente se mostrava cético às suas profecias, ele dizia:

___”Vocês não acreditam e não valorizam o que eu digo. Mas um dia, quando provavelmente não mais estarei aqui, irão entender e aí vocês dirão que eu tinha razão !”

Só o tempo, depois, veio confirmar as visões que meu Pai tinha e que ele sabia das coisas mesmo. Ao idealizá-lo, não considero isso um dom, mas sim, o esforço que ele fazia para aprender e a preocupação em transmitir.

Em todo Natal meu Pai se presenteava: comprava o ALMANAQUE EU SEI TUDO, uma publicação recheada de curiosidades, que lia com grande interesse e nos provocava para que fizéssemos o mesmo. Era um estímulo e isso me fez acostumar a buscar os ensinamentos através da leitura. Essa prática foi de grande valia em toda a minha vida.

Hoje, eu não sei tudo, porém, de tudo sei um pouco, graças ao modo que aprendi, com meu Pai, a buscar o conhecimento e, também, o hábito de retransmitir o que se aprende.

Nos Natais não posso deixar de lembrar-me de meu Pai !… Com saudade… Meu Pai tinha razão ! ! ! !

. . . BOM NATAL
E
FELIZ ANO NOVO !

Almanaque Eu Sei Tudo 1Almanaque Eu Sei Tudo 2

21/11/2009

Consciência sim, feriado não

Por Sidney Diniz

Nos últimos 4 anos tem sido implantado um feriado no Brasil no dia 20 de novembro. Este feriado refere-se ao Dia da Consciência Negra.

Gradualmente ele tem sido implantado nas cidades, nos estados e hoje já está quase tornando-se um feriado nacional.

Sem contar que junto à este mesmo movimento, tem surgido leis de incentivo às cotas para negros e pardos nas universidades brasileiras, e que aos poucos ganha contornos institucionais também.

O fato é que não cabe no país mais um feriado. Novembro já é um mês extremamente difícil pois com 2 feriados nacionais (Bandeira e proclamação da República) acaba-se por se tornar um mês pouco produtivo.

Pouco produtivo em todas as áreas diga-se. Intelectual, financeira, industrial, comercial, cultural, etc.

A alegação do movimento pela igualdade dos negros é pouco produtiva também em sua concepção. Pois ao invés de promover a reflexão através de um debate intelectual, de manifestações culturais e folclóricas para oferecer ao restante da população um olhar mais analítico e menos crítico à cultura e importância do negro em nosso dia-a-dia, a idéia de instituir mais um feriado é no mínimo uma forma de não ser levado à sério.

Não retiro o mérito da questão. Sou solidário à ela inclusive. Acho que apenas aqueles que se manifestam e cativam seu espaço conseguem construir seus objetivos, espaços e discurso.

O fato é que, como brasileiro, preciso dizer: a abordagem está equivocada. Até porque, se fôssemos usar um paralelo bastante similar, poderíamos entender o que proponho.

Esta terra, do Pau Brasil, da Falézias, do Morro de São Paulo, descoberta pelos portugueses era na verdade dos índios.

Se fizermos um estudo histórico, o índio foi infinitamente mais dizimado, amputado, amordaçado que o negro. E historicamente o Brasil comemora o dia do índio (principalmente na escola primária) e isto não é o suficiente para que o dia do índio seja feriado.

Não retiro a importância do negro na formação da identidade do brasileiro, mas é preciso dar importância correta, na devida dimensão deste movimento. Nem mais nem menos.

Todos os povos possuem em sua origem, o povo dominante Isso aconteceu com o índio americano, com o aborígene australiano e por aí vai. Mas isso não transformou este resgate de identidade, de importância cultural num evento para parar o país.

É por isso que sou a favor de um passo atrás. Consciência sim, feriado não.

18/11/2009

¿Acaso no somos también mexicanos?

12/04/2009

Um elogio tem preço?

Por Sidney Diniz

A recente declaração de Obama na reunião do G-20. de que Lula “é o cara” na verdade demonstra os kilometros de distância existente entre o preparo e a vaidade.
Obama estava, naquele momento, sendo simpático, cortês e porque não dizer, sedutor.
Sim, porque o Brasil domina a tecnologia de biocombustíveis que os EUA não conseguem tornar eficiente devido aos altos custos de processamento do milho.

Por outro lado, a vaidade de Lula demonstra um certo despreparo.
Algo do tipo: me canta que eu deixo.

É aquela velha história do mocinho da cidade que chega numa cidade do interior.
Basta um olhar, um gesto, uma piscadela para a mocinha interiorana sentir-se envaidecida e pronta a entregar-se aos encantos do mocinho.

Até aí nada anormal, exceto entrevista coletiva em que Lula afirmou em alto e bom som: ele só quis ser gentil, amigável.

Deixando de lado a troca de gentilezas e elogios típicos de quem senta numa mesa de negociação, o que nos preocupa mais e mais é Lula afirmar, na mesma entrevista que “É chique emprestar dinheiro ao FMI”.

Desculpe Lula, não é chique. É assustador.

Assustador pois esse plano de emergência significa que tudo o que foi feito e determinado até hoje financeiramente pelo mundo, estava equivocado.

Os bilhões de emprestimo a ser dado (US$ 4,25 bilhões segundo o noticiário), não resolvem o problema economico de nenhuma nação do mundo, não alivia em nada problemas de desemprego, produção ou alimentação em país algum do G-8, G-20 ou G-45 se este existir.

Serve unica e exclusivamente para atender aos ajustes políticos feitos nesta reunião. Ou seja: o elogio do Obama, dizendo que o Lula é o cara, nos custou US$ 4,25 bilhões. Quantia que seria muitíssimo bem utilizada, por exemplo, para dar impulso ao mercado produtor brasileiro.

A ilustração é cortesia de Orlandeli.

25/03/2009

Apoio à Jade

O site oficial da atleta Jade Barbosa anuncia:

CAMPANHA: COMPRE UMA CAMISETA E AJUDE NA RECUPERAÇÃO DA LESÃO DE JADE BARBOSA 

A Pedidos estamos lançando uma campanha para arrecadar fundos para ajudar Jade em seu tratamento. As camisetas de Pequim cod.283072-0102 e 263071-0102 estão em promoção para esta campanha.

 

Ela precisa de nosso apoio.

A gente precisa do talento dela.

O Brasil precisa de mais gente apoiando seus atletas. Na realidade, de mais gente ajudando gente.

25/02/2009

São Paulo 1943

Um filme sobre São Paulo da década de 40 está no YouTube.com, compartilhado pela empresa Travel Film Archive.

05/02/2009

Did you know?

Um video interessante no YouTube.com. Provoca ansiedade, medo, apreensão, riso, espanto, curiosidade ou talvez indiferença. E a última pergunta é a mais importante.

 

29/01/2009

Eis que a dança denuncia e anuncia

Por Sidney Diniz

We the People

Dia desses, ao acompanhar a posse do mais novo presidente empossado, pude perceber e acompanhar pelo rádio, pela tv, pelos jornais e blogs a comoção geral que tomou conta das pessoas.

Esta comoção certamente tem um motor para mim, outro para você e outro para seu vizinho.

O fato é que esta mudança demonstra algo muito importante, mas que se apresenta nas sutilezas que descreverei agora.

A postura do corpo, seu suingue ao dançar com a esposa ou com os correlegionários, a mão torta ao assinar um documento ou mesmo a precisão de um lance livre de basquete numa quadra vazia nos permite perceber, fazendo uma análise simples da sua linguagem corporal, que tudo mudou. A postura do corpo de seu antecessor já demonstrava seu despreparo, sua veia para o militarismo, sua ânsia financeira e lucrativa a qualquer preço.

No mundo de hoje já não cabe um governante atrapalhado, que não seja justo, que não saiba falar, que confunda capitais, que não saiba a definição de seu cargo, que não tenha preparo, que não entenda as questões sociais, ambientais ou culturais. Não há. Não há espaço no mundo mais para este tipo de gente.

Dia desses eu ouvi uma piadinha comparativa muito boa.

Este que foi eleito nasceu pobre, mudou de país, estudou demais, formou-se numa das escolas mais conceituadas do seu país, foi eleito senador, quase todos os projetos que apresentou foram implantados em seu estado de forma tão eficiente que foi aplicado também em outros estados de seu país. Seu board é composto por pessoas capacitadas, também formadas nas principais universidades e cursos de seu país.

Já o nosso também nasceu pobre, migrou para um grande centro e também foi eleito com envolvimento emocional do seu povo. A diferença é que o nosso é semi-analfabeto, não possui sequer 1 diploma, no seu tempo de deputado federal não apresentou qualquer projeto que possa ser considerado relevante ou reconhecidamente seu, o seu board é formado pelo pessoal muitíssimo bem formado pelo….sindicato.

É certo que não se sabe se o governo deste último eleito dará certo ou não. Mas é fato que preparado para o trabalho, o rapaz está. Isso até o corpo demonstra. Preciso dizer o nome dele?

26/11/2008

A Educação e o Espelho

Categoria: CresceBrasil

Por Sidney Diniz

Dia desses fui contratar uma pessoa para um cargo de criação no escritório em que trabalho.

Após separar os curriculums e portfolios que tinham melhores qualidades, contatei cada um deles para uma entrevista. Fiz isso por telefone e por email.
Um dos emails retornou com a seguinte frase:

Nossa, a entrevista será mesmo às 17h30? Pergunto pois, para mim é difícil chegar neste horário. Se for impossível trocar o horário, FAZEREI um esforço para comparecer.

Neste momento eu quase tive um ataque.
No mesmo dia, vi nossa ex-ministra Marina Silva condenar a exposição ridicularizada dos resultados do Enem. Coisa que acontece normalmente por email ou pelas redes de relacionamento como o Orkut. Invariavelmente temos a mania de distribuir aos amigos com comentários pesados. O fato é que o Brasil precisa e muito de uma educação melhor. E não falo de cotas para minorias nas faculdades. Falo do fundamental, do básico, da essência.
Aquilo que as professoras de ensino fundamental fazem pelo país todo com ou sem condições, por pouco dinheiro ou por amor, para que as crianças tenham o mínimo do mínimo para se comunicarem adequadamente. Obviamente consertar isso não é simples, nem rápido. Mas enquanto isso não acontece, ainda trocaremos infinitos emails com piadinhas e risos fáceis, esquecendo-nos que neste caso, o email é só um espelho. Um espelho extremamente vergonhoso.

Next Page »

Powwered by WordPress