O Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário divulgou estudo recente sobre o número de dias que um contribuinte de classe média precisa trabalhar pra pagar os impostos e para substituir ou complementar serviços que são precariamente oferecidos pelo governo. Nas palavras do IBPT: “Face à deficíência na prestação dos serviços públicos, as famílias têm que gastar cada vez mais com serviços privados em substituição àqueles que deveriam ser fornecidos pelo Poder Público.”
Veja aqui o estudo na íntegra: “Dias Trabalhados para Pagar a Ineficiência Governamental.”
A organização Doing Business, parte do Banco Mundial, publicou a edição 2008 do estudo sobre regulamentações em 178 países para abertura de empresas. Como era de se esperar (veja artigo publicado por este blog em novembro de 2006 sobre a aprovação do Super-Simples) o Brasil não se classificou bem: caiu para a posição 122 desde 2006, quando ocupava a posição 118. Não muito atrás da Índia (120º), mas bem atrás da China (83º).
Só para corroborar com a análise (extremamente simplificada) feita por este blog sobre os passos para se abrir uma empresa, no Brasil são necessário 18 etapas para se iniciar um novo negócio, enquanto que nos Estados Unidos (que ocupa o terceiro lugar no ranking de 2008) são necessários apenas 6. Veja lista completa na seção Abertura de Empresas.
Das várias categorias analisadas, o Brasil demonstrou avanços apenas no comércio internacional e em cumprimento de contratos. Nos outros critérios, tempo para abertura de empresas, obtenção de alvarás, contratação de funcionários, registro de propriedades, obtenção de crédito, proteção a investidores, pagamentos de impostos e fechamento de empresas, nenhuma melhora significativa.
Aliás, visto os últimos comentários do Lula sobre os investidores americanos, vai ser difícil melhorar o item “proteção a investidores”.
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Segundo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, a arrecadação bateu novo recorde em 2006 atingindo 38,8% do produto interno bruto brasileiro. Veja boletim completo no site do IBPT: “Carga tributária bate novo recorde e atinge 38,8% do PIB em 2006“.

Ou clique neste link do Impostômetro do IBPT para acompanhar a contagem da arrecadação segundo a segundo.
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