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Em um passeio que talvez seja atípico para boa parte dos paulistanos que vivem e trabalham em São Paulo, depois de muitos anos longe do centro da cidade, resolvi passear de metrô e ir até o Largo do São Bento para ver a mostra de arte contemporânea do Colégio São Bento (até 21/2/2010).
Os detalhes da visita do Colégio ficam para outro artigo, agora, só o relato de uma agradável surpresa, senão para o espírito, pelo menos para o paladar. Na saída do Colégio, em agradável compania de um ex-aluno da década de 50, meu pai, passei no Café São Bento para experimentar alguns dos bolos preparados pela padaria do mosteiro. Segundo o site do mosteiro, desde 1999 esse café passou a oferecer ao público bolos, pães, geléias, biscoitos, cujas receitas são seculares, e estavam guardadas no arquivo da abadia.
Só me arrependo não ter trazido mais bolos Dom Bernardo de volta pra casa, na Flórida.
Confira vc mesmo, vá até o google.com.br e pesquise a palavra “mentiroso”

E. Figueiredo
Não sei se com outras pessoas acontece mas, ao aproximar-se o Natal, eu me transporto para os Natais que tive na infância, e, ao mesmo tempo, vem à lembrança aqueles que já se foram, em especial os meus pais.
O Natal daquele tempo, pelo menos para nossa família, não havia a tradição de árvore de natal. O costume era minha Mãe nos levar a ver presépios nas Igrejas oportunidade em ela repetia a história do Menino Jesus. Meu Pai fazia o possível para não deixar faltar aquilo que os filhos pediram ao Papai Noel, juntando com algumas castanhas ao lado dos sapatos que haviam sido colocados atrás da porta.
A figura de meu Pai era impar. Ele gostava de fazer previsões, quando estava nos aconselhando para algo. Ávido leitor de jornal (Lia até os anúncios !), traduzia em linguagem coloquial o que absorvia nas leituras, comumente fazendo alerta sobre o futuro. Como a gente se mostrava cético às suas profecias, ele dizia:
___”Vocês não acreditam e não valorizam o que eu digo. Mas um dia, quando provavelmente não mais estarei aqui, irão entender e aí vocês dirão que eu tinha razão !”
Só o tempo, depois, veio confirmar as visões que meu Pai tinha e que ele sabia das coisas mesmo. Ao idealizá-lo, não considero isso um dom, mas sim, o esforço que ele fazia para aprender e a preocupação em transmitir.
Em todo Natal meu Pai se presenteava: comprava o ALMANAQUE EU SEI TUDO, uma publicação recheada de curiosidades, que lia com grande interesse e nos provocava para que fizéssemos o mesmo. Era um estímulo e isso me fez acostumar a buscar os ensinamentos através da leitura. Essa prática foi de grande valia em toda a minha vida.
Hoje, eu não sei tudo, porém, de tudo sei um pouco, graças ao modo que aprendi, com meu Pai, a buscar o conhecimento e, também, o hábito de retransmitir o que se aprende.
Nos Natais não posso deixar de lembrar-me de meu Pai !… Com saudade… Meu Pai tinha razão ! ! ! !
. . . BOM NATAL
E
FELIZ ANO NOVO !


Por Sidney Diniz
Nos últimos 4 anos tem sido implantado um feriado no Brasil no dia 20 de novembro. Este feriado refere-se ao Dia da Consciência Negra.
Gradualmente ele tem sido implantado nas cidades, nos estados e hoje já está quase tornando-se um feriado nacional.
Sem contar que junto à este mesmo movimento, tem surgido leis de incentivo às cotas para negros e pardos nas universidades brasileiras, e que aos poucos ganha contornos institucionais também.
O fato é que não cabe no país mais um feriado. Novembro já é um mês extremamente difícil pois com 2 feriados nacionais (Bandeira e proclamação da República) acaba-se por se tornar um mês pouco produtivo.
Pouco produtivo em todas as áreas diga-se. Intelectual, financeira, industrial, comercial, cultural, etc.
A alegação do movimento pela igualdade dos negros é pouco produtiva também em sua concepção. Pois ao invés de promover a reflexão através de um debate intelectual, de manifestações culturais e folclóricas para oferecer ao restante da população um olhar mais analítico e menos crítico à cultura e importância do negro em nosso dia-a-dia, a idéia de instituir mais um feriado é no mínimo uma forma de não ser levado à sério.
Não retiro o mérito da questão. Sou solidário à ela inclusive. Acho que apenas aqueles que se manifestam e cativam seu espaço conseguem construir seus objetivos, espaços e discurso.
O fato é que, como brasileiro, preciso dizer: a abordagem está equivocada. Até porque, se fôssemos usar um paralelo bastante similar, poderíamos entender o que proponho.
Esta terra, do Pau Brasil, da Falézias, do Morro de São Paulo, descoberta pelos portugueses era na verdade dos índios.
Se fizermos um estudo histórico, o índio foi infinitamente mais dizimado, amputado, amordaçado que o negro. E historicamente o Brasil comemora o dia do índio (principalmente na escola primária) e isto não é o suficiente para que o dia do índio seja feriado.
Não retiro a importância do negro na formação da identidade do brasileiro, mas é preciso dar importância correta, na devida dimensão deste movimento. Nem mais nem menos.
Todos os povos possuem em sua origem, o povo dominante Isso aconteceu com o índio americano, com o aborígene australiano e por aí vai. Mas isso não transformou este resgate de identidade, de importância cultural num evento para parar o país.
É por isso que sou a favor de um passo atrás. Consciência sim, feriado não.
Da Folha Online e Associated Press
Por Sidney Diniz
Em 1986 a Argentina ganhou a copa do mundo por conta o Maradona e de seu gol polêmico.
Àquela época, dizia-se que o título não foi justo pois foi imoral.
Ou seja, a teoria de ganhar ludibriando o oponente, a platéia ou o juíz não cabe no esporte e não cabe em área alguma da vida.
Você deve estar se perguntando: mas o que isso tem a ver com o CresceBrasil?

Eu explico:
Por conta da profissão, estou envolvido de uma forma bastante distante, com a indicação da Fifa pelas cidades sedes para a Copa de 2014.
O cenário atual é o seguinte: teremos apenas 12 cidades-sede.
Porém, há mais candidatas. E é neste ponto que se percebe o equivalente brasileiro ao gol do argentino.
As cidades estão movimentando-se para erem escolhidas como cidade-sede pela Fifa. Segundo consenso entre as empresas envolvidas, falta apenas definir as sedes do norte (que por questões políticas terá uma sede, para mostrar ao mundo o universo amazônico) e a sede nordestina (que tem mais cidades que vagas, naturalmente)
Até aí, nada anormal. Parece tudo legítimo.
Ocorre que as cidades, seus políticos e empresários estão numa correria
e aprovando, à toque de caixa, projetos de reforma ou construção de novos estádios sem ter a certeza que eles realmente serão escolhidos.
Vamos considerar o exemplo do estado de São Paulo.
É normal que exista apenas uma sede da copa no estado.
No entanto, a Arena Barueri que já está pronta tem-se movimentado politicamente,
o Palestra Itália aprovou um projeto de contrução de uma Arena com a construtora W Torre, o ex jogador Marcelinho Carioca foi à TV oferecer seu CT para alguma seleção, além da Ponte Preta em Campinas que tem um estádio e pretende reformá-lo para 2014. Sem contar, obviamente, o Morumbi que ainda precisa cumprir um cronograma de obras para cobrir o estádio, fazer estacionamento e prever um sistema de transporte que facilite o acesso ao estádio.
Considerando este cenário, podemos dizer que é legítimo que cada um se prepare, se movimente, faça seu lobby e conquistar o direito de sediar um grupo da Copa.
O que não é legítimo e é bom que se preste à devida atenção é que estes projetos
tem sido citados com custos que vão de 180 milhões a 400 milhões de reais.
Não é pouco dinheiro. Se juntarmos este movimento coletivo, de que cifras estamos falando?
É conhecido, até pelas folhas que caem no outono brasileiro, que não há neste movimento coletivo nada de patriótico, desenvolvimento social, econômico ou geração de trabalho, renda e turismo para as cidades envolvidas.
Há neste excesso de propostas uma grande e única vontade: lucro rápido e fácil às custas do BNDES, dos estados e municípios para poucos dirigentes ensandecidos.
Este movimento é sim, uma referência ao argentino e a mais profunda e imoral: “mano de dios”.
Por Sidney Diniz
A recente declaração de Obama na reunião do G-20. de que Lula “é o cara” na verdade demonstra os kilometros de distância existente entre o preparo e a vaidade.
Obama estava, naquele momento, sendo simpático, cortês e porque não dizer, sedutor.
Sim, porque o Brasil domina a tecnologia de biocombustíveis que os EUA não conseguem tornar eficiente devido aos altos custos de processamento do milho.
Por outro lado, a vaidade de Lula demonstra um certo despreparo.
Algo do tipo: me canta que eu deixo.
É aquela velha história do mocinho da cidade que chega numa cidade do interior.
Basta um olhar, um gesto, uma piscadela para a mocinha interiorana sentir-se envaidecida e pronta a entregar-se aos encantos do mocinho.
Até aí nada anormal, exceto entrevista coletiva em que Lula afirmou em alto e bom som: ele só quis ser gentil, amigável.
Deixando de lado a troca de gentilezas e elogios típicos de quem senta numa mesa de negociação, o que nos preocupa mais e mais é Lula afirmar, na mesma entrevista que “É chique emprestar dinheiro ao FMI”.
Desculpe Lula, não é chique. É assustador.
Assustador pois esse plano de emergência significa que tudo o que foi feito e determinado até hoje financeiramente pelo mundo, estava equivocado.
Os bilhões de emprestimo a ser dado (US$ 4,25 bilhões segundo o noticiário), não resolvem o problema economico de nenhuma nação do mundo, não alivia em nada problemas de desemprego, produção ou alimentação em país algum do G-8, G-20 ou G-45 se este existir.
Serve unica e exclusivamente para atender aos ajustes políticos feitos nesta reunião. Ou seja: o elogio do Obama, dizendo que o Lula é o cara, nos custou US$ 4,25 bilhões. Quantia que seria muitíssimo bem utilizada, por exemplo, para dar impulso ao mercado produtor brasileiro.
A ilustração é cortesia de Orlandeli.
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