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26/07/2006

Eu me sinto traído. Traído por práticas inaceitáveis das quais nunca tive conhecimento.

Categoria: Corrupção

Eu me sinto traído. Traído por práticas inaceitáveis das quais nunca tive conhecimento. Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 12/08/2005.

Este artigo foi inspirado no trabalho do professor do programa de Mestrado em Ciência Política do IFCS/UFRJ, Aluizio Alves Filho, para ”refletir sobre o significado da ‘traição’ no imaginário social e político brasileiro.”

Leia o trecho do discurso presidencial abaixo e ,depois, prossiga para a leitura do artigo do professor Aluizio Alves Filho: “A ‘Dialética da Traição’, no Imaginário Social e Político Brasileiro

Segue trecho do discurso presidencial conforme publicado pelo UOL em 12/08/2005 sob o título “Leia a íntegra do pronunciamento de Lula“:

Estou consciente da gravidade da crise política. Ela compromete todo o sistema partidário brasileiro. Em 1980, no início da redemocratização decidi criar um partido novo que viesse para mudar as práticas políticas, moralizá-las e tornar cada vez mais limpa a disputa eleitoral no nosso país.Ajudei a criar esse partido e, vocês sabem, perdi três eleições presidenciais e ganhei a quarta, mantendo-me sempre fiel a esses ideais, tão fiel quanto sou hoje. Quero dizer a vocês, com toda a franqueza, eu me sinto traído. Traído por práticas inaceitáveis das quais nunca tive conhecimento. Estou indignado pelas revelações que aparecem a cada dia, e que chocam o país. O PT foi criado justamente para fortalecer a ética na política e lutar ao lado do povo pobre e das camadas médias do nosso país. Eu não mudei e, tenho certeza, a mesma indignação que sinto é compartilhada pela grande maioria de todos aqueles que nos acompanharam nessa trajetória.
Mas não é só. Esta é a indignação que qualquer cidadão honesto deve estar sentindo hoje diante da grave crise política. Se estivesse ao meu alcance, já teria identificado e punido exemplarmente os responsáveis por esta situação. Por ser o primeiro mandatário da nação, tenho o dever de zelar pelo estado de direito. O Brasil tem instituições democráticas sólidas. O Congresso está cumprindo com a sua parte, o Judiciário está cumprindo com a parte dele. Meu governo, com as ações da Polícia Federal, estão investigando a fundo todas as denúncias. Determinei, desde o início, que ninguém fosse poupado, pertença ao meu Partido ou não, seja aliado ou da oposição. Grande parte do que foi descoberto até agora veio das investigações da Policia Federal.
E vamos continuar assim até o fim, até que todos os culpados sejam responsabilizados e entregues à Justiça. Mesmo sem prejulgá-los, afastei imediatamente os que foram mencionados em possível desvio de conduta para facilitar todas as investigações. Mas isso só não basta. O Brasil precisa corrigir as distorções do seu sistema partidário eleitoral, fazendo urgentemente a tão sonhada reforma política. É necessário punir corruptos e corruptores, mas também tomar medidas drásticas para evitar que essa situação continue a se repetir no futuro.Quero dizer aos Ministros que é obrigação do governo, da oposição, dos empresários, dos trabalhadores e de toda a sociedade brasileira não permitir que esta crise política possa trazer problema para a economia brasileira, para o crescimento deste país, para a geração de empregos e para a continuidade dos programas sociais. Temos que arregaçar as mangas e redobrar esforços. Peço que aumentem, ainda mais, a sua dedicação. Se atualmente vocês, Ministros e Ministras, trabalham até 11 h da noite, trabalhem um pouco mais, até meia noite, uma hora da manhã, porque nós sabemos que muito já fizemos, mas muito mais temos que fazer porque o Brasil precisa de nós.Queria, neste final, dizer ao povo brasileiro que eu não tenho nenhuma vergonha de dizer ao povo brasileiro que nós temos que pedir desculpas. O PT tem que pedir desculpas. O governo, onde errou, tem que pedir desculpas, porque o povo brasileiro, que tem esperança, que acredita no Brasil e que sonha com um Brasil com economia forte, com crescimento econômico e distribuição de renda, não pode, em momento algum, estar satisfeito com a situação que o nosso país está vivendo.
Quero dizer a vocês: não percam a esperança. Eu sei que vocês estão indignados e eu, certamente, estou tão ou mais indignado do que qualquer brasileiro. E nós iremos conseguir fazer com que o Brasil consiga continuar andando para frente, marchando para o desenvolvimento, para o crescimento da riqueza e para a distribuição de renda. E eu tenho certeza que posso contar com o povo brasileiro.”
 

 

 

Relatório do Índice de Corrupção Percebida do ano 2005

Categoria: Corrupção

A Organização “Transparency International”, transparency.org, publicou relatório com a relação de vários países refletindo como indivíduos e empresas operando nesses países percebem a corrupção. Nessa lista, o Brasil fica na posição 62, com índice médio de percepção de 3,7 (numa escala de 0 a 10, onde zero reflete maior corrupção e 10 a menor).

Veja a tabela na íntegra no artigo “Corruption Perceptions Index 2005“.

Essa mesma organização desenvolve um sistema para tentar combater a corrupção através de um Sistema Nacional de Integridade. O principais ‘pilares’ desse sistema são as seguintes instituições (perdoem os nomes em inglês):

· Executive
· Legislature
· Political Parties
· Electoral Commissions
· Supreme Audit Institution
· Judiciary
· Public Sector
· Police and Prosecutors
· Public Procurement
· Ombudsman
· Anti-corruption agencies
· Media
· Civil Society
· Private Sector
· Regional and Local Government
· International Institutions

Mas fica aí uma pergunta: se no combate à corrupção a primeira instituição que aparece nessa lista é o poder Executivo (trocando em miúdos, o Presidente da República) o que pode-se esperar do esforço de “limpeza” do país quando o Presidente diz, em cadeia nacional de televisão sobre um recém escândalo de corrupção revelado pela imprensa, que “Se estivesse ao meu alcance, já teria identificado e punido exemplarmente os responsáveis por esta situação“?

Se não está ao alcance do Presidente da República, de quem estará?

25/07/2006

Máfia das Sanguessugas

A operação sanguessuga, ou máfia das sanguessugas:

Um inquérito do Ministério Público Federal apresentou as investigações da Polícia Federal que identificou casos de superfaturamento de mais de 100% de ambulâncias.

Para entender melhor, veja o artigo “Entenda o esquema de compra irregular de ambulâncias” publicado pela Folha Online em 23/05/2006.

Pedro Henry (PP-MT)

Ex-líder da legenda, o deputado é um dos investigados pela Polícia Federal e possível objeto da CPI das sanguessugas.

 

Segundo artigo de Andreza Matais publicado em 25/07/2006 pela Folha Online, a CPI divulgou o nome de outros parlamentares sendo investigados:

Deputados
Adelor Vieira (PMDB-SC)
Agnaldo Muniz (PP-RO)
Almerinda de Carvalho (PMDB-RJ)
Benjamin Maranhão (PMDB-PB)
Carlos Dunga (PTB-PB)
Carlos Nader (PL-RJ)
Celcita Pinheiro (PFL-MT)
César Bandeira (PFL-MA)
Cleuber Carneiro (PTB-MG)
Coronel Alves (PL-AP)
Érico Ribeiro (PP-RS)
Feu Rosa (PP-ES)
Gilberto Nascimento (PMDB-SP)
Helenildo Ribeiro (PSDB-AL)
Heleno Silva (PL-SE)
Ildeu Araújo (PP-SP)
João Grandão (PT-MS)
João Magalhães (PMDB-MG)
Jonival Lucas Júnior (PTB-BA)
Jorge Pinheiro (PL-DF)
Josias Quintal (PSB-RJ)
Josué Bengston (PTB-PA)
Marcondes Gadelha (PSB-PB)
Marcos de Jesus (PFL-PE)
Nilton Baiano (PP-ES)
Paulo Gouveia (PL-RS)
Paulo Magalhães (PFL-BA)
Ricardo Rique (PL-PB)
Robério Nunes (PFL-BA)
Saraiva Felipe (PMDB-MG) (ex-ministro do governo Lula)
Wellington Roberto (PL-PB)
Senadores
Magno Malta (PL-ES)
Serys Slhessarenko (PT-MT) - renunciou 17/8/2006 à vaga de suplente no Conselho de Ética do Senado

 

Humberto Costa (PT)

Ex-ministro do governo Lula, também indiciado em 2006.

 

Deputado Coriolano Sales (PFL-BA)

Renunciou em 15/8/2006 para evitar cassação.

Senador Ney Suassuna (PMDB-PB)

Titular do Conselho de Ética do Senado, renunciou ao cargo do Conselho em 14/8/2006.

Última atualização: 17/08/2006 

 

23/07/2006

Solução para tirar o brasileiro da miséria: pare de estudar e entre para a política

Categoria: Arquivo Polí­tico

Leia o artigo publicado pela Folha de São Paulo em 30 de abril de 2006 sobre evolução de renda de trabalhadores com mais de 11 anos de estudo: “Renda dos mais instruídos cai 12% em 4 anos“. Depois, leia o artigo publicado em 5 de julho de 2006 na Folha Online sobre o crescimento do patrimônio dos candidatos presidenciais de 2006, presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin: “Patrimônio de Lula dobra em quatro anos; bens de Alckmin também crescem“.

Eis um trecho do artigo do jornalista Pedro Soares:

“Trabalhadores com mais de 11 anos de estudo tiveram as maiores perdas entre 2002 e 2006, aponta estudo do IBGE. Um diploma universitário ou o ingresso no ensino superior não são garantias de que os salários não se deteriorem de modo mais intenso em períodos de crise. Estudo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) obtido pela Folha aponta que as maiores perdas, entre 2002 e 2006, ocorreram para os trabalhadores com mais de 11 anos de estudo -ou seja, os que concluíram ao menos o ensino médio.”
E um trecho do artigo do jornalista Felipe Recondo:

“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato do PT à reeleição, apresenta um patrimônio de R$ 839.033,52. Em 2002, tinha R$ 422.949,32.”

Na seção Botocúndia S.A de seu web site, Joelmir Betting mostra que renda de deputado, contabilizadas todos os ”benefícios extras” pode chegar até R$100mil mensais. Veja aqui o link da matéria “R$100 Mil, Até, Por Mês“.

Vestibular? Pra que?

Carlos Vereza no programa do Jô Soares

Categoria: Arquivo Polí­tico

Este vídeo com a entrevista do ator Carlos Alberto Vereza de Almeida no programa do Jô Soares já circulou em e-mail, apareceu em vários blogs e outros sites. Mesmo assim deixamos aqui a referência para fixar na memória política do brasileiro (que a essa altura já deve até ter esquecido do Mensalão):

Vídeo da entrevista de Carlos Vereza no Programa Jô Soares

20/07/2006

Falta de autoridade do governo paulista

Contribuição recebida por e-mail para o arquivo “Piadas, Política e Políticos”: 

Nessa recente crise de falta de autoridade do governo paulista com o PCC, ficou no ar uma perguntinha boba, mas pertinente:

Se nas celas não há tomadas elétricas, quem é que carrega os celulares dos bandidos ???

Se o controle fosse feito na disponibilidade de eletricidade, não haveria necessidade de gastar fortunas em bloqueadores, que nunca funcionaram direito.

Faz sentido?

 

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