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19/10/2006

Quanto mais dinheiro na mão, mais chance para a corrupção

Categoria: Corrupção

No artigo anterior sobre alternativas sustentáveis para tirar o brasileiro da pobreza, alguns dos argumentos foram baseados em idéias do livro de Tim Harford, ”The Undercover Economist: Exposing Why the Rich Are Rich, the Poor Are Poor–and Why You Can Never Buy a Decent Used Car!” .

Como por exemplo o fato de que mercados livres são mais eficientes do que governos. O livro acima apresenta vários outros exemplos e vai a fundo nas explicações (em linguagem ao alcance do público em geral).

É possível pensar no problema por várias perspectivas, mas aqui vamos nos concentrar apenas na oportunidade perdida, no desperdício e ineficiência.

Em estudo sobre o desvio de dinheiro público feito em 2006, utilizando páginas na internet, jornais, revistas e sites do governo, dentre outras fontes, o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário chegou à conclusão de que cerca de 32% do total da arrecadação (em 2005) foram desviados dos cofres públicos. Veja resultados do estudo no link: “Desvio do Dinheiro Público“.

32%.

Mesmo que esse estudo esteja superestimando o desvio e que o número real fosse apenas metade disso, ainda assim daria para deixar mais dinheiro no bolso do empregado. Ou daria para baixar o custo para o empregador, possivelmente resultando em mais contratações = menos gente desempregada.

É claro que é necessário pensar no problema também pela perspectiva da família que passa fome e em como resolver o seu problema de imediato. Mas isso vamos deixar para um artigo futuro. Ou será que nem seria necessário?

15/10/2006

Caridade não é alternativa sustentável para a pobreza

Categoria: CresceBrasil

“Fome Zero” tem sido louvado como uma grande idéia para resolver o problema da fome no Brasil. Em ano de eleição ganha status de “milagre”.
Mas será que Fome Zero, como vários outros programas do governo, é sustentável? Será que é a única alternativa?

No Brasil não há furacões, muito menos uma temporada de furacões que dura 6 meses como na Flórida, EUA. Não há terremotos ou tsunamis. Não há desertos como em vários países da África. Não há conflitos raciais ou religiosos. Não fomos invadidos e nem invadimos nossos vizinhos. Não há neve, muito menos neve cobrindo 80% do país na maior parte do ano.
Então por que precisamos de doações de indivíduos, empresas e do governo para sustentar a parte da população que vai para a cama com fome?

Que aflição acomete esse país que não consegue tirar milhares de suas famílias da pobreza e coloca-las no mercado produtivo, para que possam se sustentar.

Que aflição acomete esse país que engorda a máquina administrativa do governo, para (mal) administrar bilhões de reais que são distribuídos aos “pobres”, sabe-se lá antes de passar por quantas mãos de governantes e políticos corruptos, até chegar à mesa dos necessitados?

Ou, nas palavras do COHA no artigo “The Fome Zero Program – Brazil’s Losing Struggle to Help the Hungry: Lula’s Leadership Fading“: “One problem with Fome Zero has been the handling of funds allocated to the program, which could be one of several signals that corruption is taking root in the structure of the current Brazilian government. Money that currently goes into the program comes from either donations or from the public treasury and in fact, the amount of funds donated to it from outside sources had become so large that a special bank account was created for funds from this source. Yet, many of the extremely impoverished families in Brazil have not seen any of the subventions that they were supposed to receive.”

Será que não há uma alternativa que não passe pela caridade? Não seria possível fomentar um mercado livre para que menos mãos corruptas esvaziem o prato das famílias necessitadas?

O prêmio Nobel da Paz de 2006, Muhammad Yunus, fundador do Grameen Bank of Bangladesh,  mostra uma possível alternativa com o microcrédito. Veja artigo publicado no jornal The New York Times, sob o título “Microloan Pioneer and His Bank Win Nobel Peace Prize“. Nas palavras de Muhammad Yunus, “até o mais pobre dos pobres pode trabalhar para trazer seu próprio desenvolvimento”.

Seu próprio desenvolvimento.

Sem intermediários.

Sem mãos corruptas.

Sem interesses políticos.

Sem propaganda eleitoral.

Está na hora de parar de mamar no governo, botar a máquina administrativa numa dieta e tratar o povo brasileiro com dignidade. Não como alguém que precisa de caridade.

05/10/2006

Elisa Lucinda na voz de Ana Carolina

Categoria: CresceBrasil

“Sei que não dá pra mudar o começo, mas se a gente quizer, vai dar pra mudar o final.”

01/10/2006

Manchetes pelo mundo à vespera da eleição

Categoria: Brasil é Notí­cia

 

The New York Times

Brazil Heads to Polls in Shadow of Yet Another Scandal

By LARRY ROHTER
Published: October 1, 2006
“RIO DE JANEIRO, Sept. 30 — With yet another ethics and corruption scandal lapping at President Luiz Inácio Lula da Silva’s door, Brazilians will be asked to decide Sunday whether he is worthy of a second term.”

“Nearly 126 million people are registered to vote here, the world’s fourth-largest democracy. Voting is obligatory for all citizens between the ages of 18 and 70, but disillusionment and anger, especially among idealistic young voters, over corruption have led to concerns that some voters will cast blank or spoiled ballots — or even stay home, at the cost of a small fine.”

 

The Economist

Lula’s second chance
Sep 29th 2006 | SÃO PAULO
From Economist.com

“Brazil’s president, Luiz Inácio Lula da Silva, is expected to win re-election. He needs a clearer idea of what to do with his second and final term in office.”

“FOR many Brazilians Luiz Inácio Lula da Silva has been the best of presidents. During nearly four years in office he has brought down inflation, increased employment and ramped up cash transfers to the poor. For many other Brazilians Lula, as he is universally known, is among the worst of presidents.”

 

Algum leitor viu mais artigos sobre a eleição no Brasil? Ao que parece, a notícia do acidente aéreo sobre a Amazônia é mais expressiva do que o processo democrático do país? Alguém se arrisca a dizer por que?

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