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21/07/2007

Moscas mortas no governo

Não cabe a este blog buscar culpados nas tragédias que ocorreram no último ano no setor aéreo brasileiro. Mas não deixaremos de expressar indignação com alguns setores do governo brasileiro pela falta de visão e respeito pelo seu povo.

Indignação com a ignorância do líder da nação que atira para todos os lados tentando mostrar ação, mas apenas deixando claro a sua falta de visão e capacidade de liderança. Anuncia medidas urgentes de construção, reforma, interdição, mando e desmando nos aeroportos do estado de São Paulo, mas que acabam por traduzir apenas uma única mensagem: o governo não tem um plano abrangente e consistente para desenvolvimento da infraestrutura do país. Um problema na infraestrutura de transportes deve ser abordado de forma ampla, não localmente com apenas mais ou menos aeroportos. Melhores rodovias, hidrovias,  portos e mais linhas de trem – interligando não apenas cidades mas aeroportos e centros urbanos, por exemplo.

Tão preocupado em evitar que o acidente do dia 17 de julho afete negativamente sua imagem pública, o líder deixa vir à tona a sua ignorância em vários assuntos. Ignorância que o nosso país é uma economia de mercado ao usar o truque do discurso populista de atacar executivos que utilizam “jatinhos” para se locomover, sem demonstrar saber que empresas privadas normalmente sabem ponderar o custo/benefício de cada um de seus funcionários e executivos. Ignorância ao fazer comentário pejorativo com relação a esses mesmos executivos, não sabendo ele que, em geral, funcionários da iniciativa privada não são promovidos a cargos altos ou recebem salários generosos sem que demonstrem mérito, algo que parece raro nos altos escalões do governo brasileiro.

Indignação com a falta de pulso do presidente que não pune seus administradores que deixaram o caos reinar.

Indignação com os inúmeros órgãos governamentais, civis e militares, que supervisionam o setor aéreo e que apenas demonstram a lentidão de uma burocracia governamental, negando ao povo brasileiro a oportunidade de ser melhor servido pela iniciativa privada. Os mesmos órgãos que distribuem elogios a si próprios, completamente fora da realidade, desmerecendo o valor do patrono da aviação, Alberto Santos=Dumont. No caso de administradores, condecorações deveriam ser distribuídas àqueles que evitam a tragédia. Depois que uma tragédia ocorre, condecorações deveriam ser oferecidas apenas aos verdadeiros heróis, tal como os membros do corpo de bombeiros ou civis que dão a vida para salvar outros.

Mosca Morta - 2007 - CresceBrasil.com

15/07/2007

Think again

Categoria: Corrupção

A organização Transparency International lidera uma coalisão internacional de mais de 90 entidades na luta contra a corrupção, através de campanhas, publicações e estudos. Parte de uma campanha agressiva veiculada na TV e internet, o clip acima serve também à realidade brasileira.
Com a atenção da mídia voltada para os Jogos Pan-Americanos – ainda que sobre as denúncias dos usuais casos de desvio de dinheiro e da ineficiência dos processos de licitação (veja artigo “Pan revela ‘burocracia corrupta’ do Brasil, diz Times“), a corrupção continua a projetar sua sombra sobre outras partes da sociedade comprometendo o futuro da nação, abalando a fundação da segurança pública e do progresso econômico e social.

This year 115,000,000 children will not go to school.
A corrupt society denies its children education and the future they deserve.
A corrupt society marks its children for life.
Think you can’t fight corruption? Think again.

A garantia de educação para toda a população é o caminho seguro para um Brasil melhor. É a vacina eficaz contra a violência, é a alternativa saudável para uma economia competitiva no mercado mundial.

Você pensa que não pode combater a corrupção? Pense bem.

09/07/2007

A obra do homem ou a obra da natureza?

Categoria: CresceBrasil

Sidney Diniz 

Há dias escrevi sobre as intermitentes notícias sobre a indústria do lobby e da corrupção no país. Sobre a política do toma lá, dá cá e toda aquela ladainha que todos nós conhecemos. Pois bem, recentemente um grupo de atores como Juca de Oliveira, Cristiane Torloni e Victor Fasano engajaram-se num manifesto público de proteção à Amazônia que consiste basicamente na cessão imediata das queimadas.
Este manifesto precisa de pelo menos 1 milhão de assinaturas para que ele seja reconhecido como um desejo popular e que tramite no congresso e no senado. A partir daí, será possível mapear a amazônia (coisa impossível hoje pois as áreas desmatadas mudam dia a dia), delimitar as áreas de principal risco e tomar as devidas providências cabíveis.
Além da iniciativa em si, que é boa, louvável e que, se tivermos vontade, é possível contribuir para que esta meta seja alcançada, existe ainda o engajamento público e político. Se você teve disposição para votar no Cristo Redentor como uma das 7 maravilhas do mundo moderno, acredita realmente que Deus foi menos generoso com a Amazônia que foi com o Rio de Janeiro? Eu já tenho minha opinião.

Nomes como Eduardo Braga, governador do Amazonas, Aécio Neves, governador de Minas, Marina Silva, ministra do Meio-Ambiente, atores já citados, Ariano Suassuna, reitor da universidade Estácio de Sá, entre outros nos mostram que não há momento mais oportuno para fazermos algo pelo meio ambiente. E também uma vontade latente de várias partes da sociedade para que este projeto seja levado à diante.
Certamente o Brasil avançou em 25 anos um pouco no processo político. É preciso avançarmos também no processo educacional, cultural e também ambiental.

Estão aí o Al Gore promovendo o Live Earth, a discussão da adoção do biodiesel, o protocolo de Kioto e todo o resto. Essa iniciative é urgente e complementar. Segundo Cristiane Torloni, ao se envolver na causa, ela sentiu-se como no tempo das Diretas Já, onde o sentimento de brasilidade estava mais latente.
Eu, você, o vizinho ou aquele brasileiro que mora no Japão podemos fazer várias coisas, dentre elas se conformar com um país corrupto ou trabalhar para um país mais equilibrado. O que você deseja?

www.AmazoniaParaSempre.com.br

Brazil, I Love You - CresceBrasil.com

04/07/2007

Ministro deixa cargo após comentário “infeliz”

Categoria: Brasil é Notí­cia

Não foi no Brasil. Não foi a Marta. Não foi o Gilberto Gil. Não foi o Maluf. Não foi o Lula, ou outro político brasileiro qualquer.

Foi o ministro da defesa do Japão, Fumio Kyuma, quem deixou o cargo em 3/7/2007 após ter feito comentário sobre os ataques nucleares ao final da segunda guerra mundial. Mesmo tendo deixado o cargo para não prejudicar seu partido nas eleições iminentes, o ministro demonstra sensibilidade (mesmo que tardia) para reconhecer que certos comentários rasgam fundo na dignidade de seu povo. E que pagar com o cargo é um preço justo.

Veja aqui artigo (em inglês) do site The Huffington Post entitulado “Japan Official Resigns Over Bomb Comment“.

O comentário infeliz da ministra do turismo ainda é notícia, como no artigo (em inglês) da revista The Economist entitulado “Lazy, hazy days for lucky Lula“:

The government seems trapped in torpidity. Six months into his second term, Lula has just completed his cabinet, adding a 37th minister–one for “strategic planning”. But what are all these ministers for? The government’s agenda is unambitious, and its reaction to events often tardy and fumbling. Take the chaos that has gripped Brazil’s airports since October as a result of go-slows by disgruntled air-traffic controllers. Marta Suplicy, the tourism minister, seemed to sum up the official stance when, to much outrage, she suggested that travellers should “relax and enjoy” the long delays. On June 22nd the government finally sacked 14 controllers–an action it could have taken months ago.

Boa Viagem - Orlandeli

A ilustração do famoso “relaxa e goza” é cortesia do Orlandeli.

01/07/2007

Entregue ao lobismo

Sidney Diniz

Devido aos mais recentes escandalos, é possível imaginar que estamos num país entregue ao lobismo.

As causas conhecida da corrupção são principalmente, os entraves legais, burocráticos e a conseqüente venda de facilidades.
Segundo matéria publicada no Financial Times esta semana, que é conclusiva, o Brasil é o berço da burocracia. Traduzido e comentado em: ”FT: Brasil é ‘leopardo do crescimento’ freado pelo estado“.
É possível entender que existam pessoas que colocam seus interesses pessoais acima de qualquer outro. Condenável mesmo é quando o irmão do presidente se coloca nesta posição.
Isto é a demonstração clara que, com o poder político ou econômico, não há limites. Pessoas entregam não apenas a si mesmos. Um exemplo: “Estaduais incham salário e superam a Câmara“.

A proximidade, a informação privilegiada e os movimentos políticos são ouro nas mãos de pessoas como este Vavá. É por estas e outras que é possível afirmar que somos um país de lobistas. Se não de fato, em potencial.I lobby you.

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