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28/09/2007

É super simples abrir uma empresa no Brasil

A organização Doing Business, parte do Banco Mundial, publicou a edição 2008 do estudo sobre regulamentações em 178 países para abertura de empresas. Como era de se esperar (veja artigo publicado por este blog em novembro de 2006 sobre a aprovação do Super-Simples) o Brasil não se classificou bem: caiu para a posição 122 desde 2006, quando ocupava a posição 118. Não muito atrás da Índia (120º), mas bem atrás da China (83º).

Doing Business 2008 - CresceBrasil.comSó para corroborar com a análise (extremamente simplificada) feita por este blog sobre os passos para se abrir uma empresa, no Brasil são necessário 18 etapas para se iniciar um novo negócio, enquanto que nos Estados Unidos (que ocupa o terceiro lugar no ranking de 2008) são necessários apenas 6. Veja lista completa na seção Abertura de Empresas.

Das várias categorias analisadas, o Brasil demonstrou avanços apenas no comércio internacional e em cumprimento de contratos. Nos outros critérios, tempo para abertura de empresas, obtenção de alvarás, contratação de funcionários, registro de propriedades, obtenção de crédito, proteção a investidores, pagamentos de impostos e fechamento de empresas, nenhuma melhora significativa.

Aliás, visto os últimos comentários do Lula sobre os investidores americanos, vai ser difícil melhorar o item “proteção a investidores”.

20/09/2007

Tira-teima: homem ou mulher?

Categoria: Tira-Teima

Tira-teima do que mais aparece na internet pelo Google: homem ou mulher?

homem: 33.800.000

mulher: 29.300.000

12/09/2007

40 x 35

Até o próprio Senador Renan Calherios votou na sessão que resultou na sua absolvição.

Cabou em Pizza - CresceBrasil.com

O Brasil foi intimado a fingir-se de louco. O Senado pede ao país que esqueça as notas frias, os bois voadores, os frigoríficos de fancaria, o lucro agropecuário fictício, os pagamentos feitos com dinheiro vindo sabe-se lá de onde, o empréstimo não declarado à Receita, a rádio e o jornal adquiridos em moeda sonante e por meio de laranjas… Nada disso existiu, eis o que informa o Senado. Tudo não passou de uma alucinação coletiva. Josias de Souza

09/09/2007

… e na estrada do desenvolvimento

Como podemos saber se o Brasil está se movendo na direção de se tornar um país desenvolvido? Como o Brasil se compara a outros países latino-americanos, asiáticos, ou desenvolvidos?

A resposta não é simples, mas um artigo publicado recentemente na revista Science dá algumas indicações do porque alguns países demoram mais que outros para se desenvolver.

Os autores do artigo, os economistas Bailey Klinger e Ricardo Hausmann da Universidade de Harvard e dois físicos, Albert-Laszlo Barabási e Cesar A. Hidalgo da Universidade de Notre Dame, estudaram as exportações de vários produtos e as proximidades de cada produto. Por exemplo, um país com habilidade para exportar maçãs terá, muito provavelmente, a maioria das condições apropriadas para exportar peras. Certamente têm solo, clima, tecnologia para embalar e transporte refrigerado. Também têm mão-de-obra especializada que pode facilmente desenvolver o negócio de cultivo de peras. Entretanto, quando se consideram negócios distintos como mineração, indústria têxtil e manufatura de eletrodomésticos, quase todas as habilidades desenvolvidas para o negócio de maçãs se tornam inúteis.

The Product Space and The Wealth of the NationsMaçãs e peras estão próximas. Indústria petrolífera está bem distante.

No mapa traçado pelos físicos e economistas, os países se movem em direção ao desenvolvimento à medida que a diversidade de produtos exportados aumenta. Países mais desenvolvidos se destacam pela maior variedade de produtos e por concentrarem em produtos mais próximos ao núcleo do mapa. Países menos desenvolvidos, assim como alguns na américa do sul, concentram suas exportações em produtos na periferia do mapa.

Por exemplo, o mapa para a situação do Brasil em 2000 mostra uma concentração maior em produtos próximo ao centro do mapa do que países como Bolívia, Argentina e Bangladesh. A situação da Índia é bem mais parecida com o Brasil do que Canadá.

Interessante também é comparar como o Brasil evoluiu desde 1985.

Para quem quiser ver outros mapas ou entender como foi feito o estudo, veja link para site (em inglês) “The Product Space and the Wealth of Nations” dos autores do artigo.

05/09/2007

Na estrada da democracia

Há 185 anos demos os primeiros passos na estrada da democracia, passando por desvios, retornos, avanços até consolidarmos nosso país como uma das maiores democracias do mundo.

Pelo menos na contagem do número de eleitores.

Segundo uma pesquisa publicada pela Economist Intelligence Unit da revista inglesa The Economist, a democracia no Brasil ainda é falha, assim como em outros países da América Estrada da Democracia - CresceBrasil.comLatina: Chile, México, Argentina, Colômbia, Paraguai, Peru e Bolívia, dentre outros.

O Brasil fica na posição geral 42 de acordo com a pontuação em cinco categorias: processo eleitoral e pluralismo, funcionamento do governo, participação política, cultura política e liberdade civil. Para ver em detalhes a pesquisa e o que representam cada uma dessas categorias, veja artigo (em inglês) Índice de Democracia.

As notas mais baixas foram nas categorias de cultura política e participação política:

A democratic political culture is also crucial for the legitimacy, smooth functioning and ultimately the sustainability of democracy. A culture of passivity and apathy, an obedient and docile citizenry, are not consistent with democracy.

Citizens cannot be required to take part in the political process, and they are free to express their dissatisfaction by not participating.

Vários dos países mencionados acima, incluindo o Brasil, também sofrem de alguns retrocessos na expansão da democracia da liberdade de imprensa. A organização Freedom House publicou em 2006 um outro índice a esse respeito, Mapa da Liberdade de Imprensa, classificando o Brasil apenas como “parcialmente livre”.

As eleições no próximo ano podem nos levar mais adiante nessa estrada. Mas, como sempre, depende mais do povo do que do governo.

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