A hora e a vez da mulher. Amadurecemos.
Por Sidney Diniz
O dia da mulher já passou, o dia das mães também. Estes dias homenageiam aquelas que são a representação mais completa do alicerce da vida.
No entanto, o Brasil hoje caminha para escolha de uma delas à Presidência da República.
Há pouco mais de 20 anos reconquistamos o direito ao voto direto. Há menos de cinco discutíamos a cota de participação da muilher na política.
É certo que essa eleição de 2010 será polarizada entre o Serra e a Dilma – nesta ordem, mas temos também a Marina Silva”correndo por fora”.
A tarefa de cada uma das duas é quase tão grande quanto foi a de Obama. Com apenas algumas diferenças entre o Brasil e os EUA.
A nossa discussão será menos enfadonha ou sexista. Ela será baseada mesmo nas propostas de governo – em menor importância e no quanto cada um dos candidatos representam seus respectivos padrinhos (Fernando Henrique e Lula, respectivamente) em maior relevância.
Marina Silva está viajando pelo mundo. Conhecendo a comunidade intelectual de vários países e apresentando-se com duas boas plataformas – Meio Ambiente – a razão de seu reconhecimento internacional e Educação – Discurso novo que vem a ser a alavanca de projeto de governo mais importante, por envolver planejamento, execução e projeção do país que queremos ser.
Seja qual for seu candidato, saiba que iniciaremos um novo ciclo e uma nova maneira de pensar o país. Uma forma que não é revolucionária nem inovadora. Acho até mesmo que se Serra ganhar, sairá aquela coisa meio feminina de fazer as coisas com a austeridade que as donas de casa utilizam para conduzir suas famílias. Mais feminino impossível.
O discurso partidário como o feito por Diogo Mainardi que diz que o Brasil vai retroceder e deixar de cumprir contratos caso uma delas seja eleita é puro sexismo e não está sequer baseado no plano de governo de cada uma das 3 pontas.
Se puder opinar, eu diria que a democracia no Brasil é aquela que mais amadureceu e a que melhor comporta linhas de pensamento distintos em comparação a americana, francesa, alemã, boliviana, argentina. Talvez só a democracia chilena seja melhor estabelecida que a nossa. Resta agora nós, que somos o instrumento desta madura democracia, assimilar esta maturidade do sistema em nosso dia-a-dia e em nosso voto.
Alguém aposta que não teremos uma mulher como presidente da república no próximo pleito?